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E quem sou eu, se não quem eles pensam ou o que penso que sou?

Foto de David Silva na Unsplas h Bios me aterrorizam — sempre me aterrorizaram. Definir-se de forma resumida, com caracteres delimitados… pior: presumir conhecer-se tão bem a ponto de escolher atributos de si mesmo para um anúncio submetido ao julgamento social. Ou talvez eu apenas exagere ao pensar sobre isso. Vésperas de aniversário me assombram da mesma forma. Mais um ano de vida se aproxima — e o que você fez durante o tempo que passou? Não seria neste ano que você resolveria aquela pendência de documentação, que há anos espera que você vá até aquele lugar cujo nome você nem lembra ao certo? Um ano se passou e, ao analisar a soma dos dias, por um lado parece que muito aconteceu; por outro, a sensação é de que quase nada relevante se deu. E agora? Alguns anos atrás, eu estava tão desesperado para preencher a biografia da minha vida que acabei criando impressões ao longo do caminho. Hoje, evito os olhares de alguns que conheceram essa minha versão. Não é vergonha — é estranhamento. A...

É cringe ter um blog na era das redes sociais?

Aquele carnaval e as palavras que não consegui conter

Parece que é setembro

Gratidão e adeus

Incerteza e tempo

Carência e solidão

Silêncio e distância