Sebastião

Sebastião tinha fama de esperto, mas de esperto não tinha nada. Sua única carta na manga era a lábia. Discursos sem fim, que só funcionavam com a repetência exagerada.



Mas Sebastião se perdia nas palavras, o que dizia não fazia e o que fazia não dizia. Escondia suas ações sob uma fachada impecável, que não passava de uma reforma inacabada.

Sebastião gosta de brincar, manipular e se utilizar de qualquer tática vil para dar continuidade a seus planos egoístas. No dia que Sebastião acordou transtornado, se viu questionado, testado.

Não gostou do próprio veneno, de ser vítima dos próprios jogos mentais. Disparou estupidez por todos os lados e perdeu o único trunfo que tinha, a lábia.

Porque a credibilidade se tornara apenas uma vaga lembrança. Seu castelo caiu e ele não gostou. Mas vai ficar bem, desde que ajam mais pescoços para pisar.

Leia também: O copo e a tempestade

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