Bela adormecida de mau humor

“Calma Bela” diz o pobre sapo que um dia foi príncipe. Caprichos do amor guiam por águas de ninguém, para o destino desconhecido, que pode ser terra ou abismo.


Tão bela e tão geniosa, vive em seu faz de conta a altas horas da noite com sua máquina contemporânea, e quando os raios de sol penetram a casa, seus olhos saem da área de trabalho e finalmente chegam à área de descanso.

O pobre sapo desperta de um sono profundo a procura do beijo que lhe faz o dia mais alegre e só encontra desprezo. O sapo trabalha o dia inteiro, mas não é capaz de tornar a vida de Bela melhor do que um brejo.

Bela lamenta a vida brejeira, mas lamenta ainda mais não poder escolher quem ama. O sapo sabe que tem sorte, não tem muita, mas tem alguma. Tarde da noite, depois de uma vitória régia lotada de outros sapos trabalhadores, o sapo chega à sua casa carente de palavras amistosas e um beijo de boa noite.

Mas o casal briga como nunca tinha brigado antes. Naquela noite nada de beijo, nada de “eu te amo”, nem sequer “boa noite”. No outro dia, pela manhã, Bela acordou de bom humor, como se tivesse despertado de um pesadelo, cobriu o sapo de beijos e o sapo bobo logo a perdoou.

Nessa história toda, o sapo só se preocupou com uma coisa, se a noite mal dormida foi coincidência ou se foi  porque foi a primeira sem ouvir o “eu te amo” de Bela.

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