Montanha Russa

Uma vez li em algum lugar que eu não deveria gostar de rotina. Realmente, tem vezes que me sinto sufocado por ela, mas quando ocorre uma mudança, que não foi decidida por mim, eu fico louco.



A verdade é que, às vezes, eu me pego amando a rotina e sua forma previsível. Mas quando estou lá, no alto, e, de repente, o vagão mergulha em uma queda profunda, fico surpreso, espero ele subir novamente, mas ele não sobe, é que acabou a minha vez no brinquedo.

E agora? Ficarei sempre aqui embaixo? É aqui que eu me sinto confortável? É chato não ser senhor do próprio destino. Eu poderia sentar em algum lugar e contar minhas fraquezas, sentir muito por mim e esperar que tenham pena de mim. 

Tenho mais de 20 anos, não tenho mais tempo para essas besteiras. Já vi que os outros vagões passaram por mim e eu fiquei aqui em baixo, parado, enquanto todos iam subindo um a um, mas importa quem chega primeiro? 

O importante é chegar, primeiro ou segundo tanto faz, cada um faz suas escolhas e decide quando e como chegar, de baixo ou de cima o importante é aproveitar. 

Ainda não acabou, algumas pessoas desceram do brinquedo e algumas vão subir e o brinquedo vai continuar dando voltas, não adianta procurar sentido nisso pois não há, é mecânico e pronto, mas de uma coisa não se esqueça, aproveite cada volta, eu sei que eu vou!

Leia também: Desfazendo as malas

Comentários

  1. Perfeito. Lúcido. Sensacional. Momento Idem.


    Adhriana Smith

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  2. Lúcido e maduro. Quanto a rotina, eu não me importo em tê-la, desde que eu seja maior que ela. rs

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  3. Não achei lúcido, pela minha falta de percepção intelectual. Mas consegui entender sobre a aceitação de si mesmo em decorrência das mudanças da nossa vida.

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