Um presente de natal

Como vocês devem estar cansados de saber, meu nome é Luís. Não é porque o Lucas desistiu de contar minha história que ela chegou ao fim. Essa quarta-feira em particular começa com mais uma conversa com o Lucas:

_Luis, não entendo como ainda não encontrou alguém, qual será o problema?
_Lucas, se eu soubesse a reposta dessa pergunta talvez não estivesse sozinho.

O natal está na próxima esquina e eu estou aqui, na praça Pedro II, no centro de Teresina, caminhando entre a decoração de natal, as grandes árvores cheias de luzes e a garoa que umedece a cidade.
De repente começa uma troca de olhares, que vai ficando cada vez mais intensa até o ponto que alguém tem que dizer alguma coisa. Um "Oi" respondido por outro "Oi" é o inicio de uma conversa.

Faltando quinze segundos do segundo tempo conheci alguém que me despertou, que me deu vontade de conversar, de conhecer melhor. É engraçado porque ao mesmo tempo que o sentimento é o mesmo, mas parece diferente.

E estamos falando de uma pessoa diferente, de um Luís diferente. Existem muitos erros que eu ainda não cometi, mas aqueles que eu cometi ao longo deste ano acabaram tornando-se impossíveis de ser cometidos novamente e esse é o melhor presente de natal que eu poderia me dar.

Leia também: Amigos?

Comentários

  1. Muito bacana essa estratégia de conversar com o personagem, fazer ele tomar as rédeas de sua história. Você transcende a barreira entre narrador personagem e narrador observador.

    Bom!

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  2. Muito bom! Como se o personagem adquirisse vida própria e tomasse a frente do autor. Adorei!

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  3. O segredo da vida é sempre estar aberto a novas experiencias e tirar o máximo proveito de todas elas

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  4. A sua cara metade pode estar em qualquer lugar: "Numa fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de bar"

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