Sobre o amor

Nunca conheci um amor que não levasse a lagrimas, sejam elas de tristeza ou alegria. A história de Luís não é exceção a isso, rimos e choramos muitas vezes com os resultados de cada uma dessas aventuras no território imprevisível do amor.


Luís estava na boate outro dia. Parecia que haviam se passado milhares de anos. Ele estava dançando com alguém quando teve que ir ao banheiro, no caminho uma mão puxou seu braço, era seu ex. Eles conversaram na fila do banheiro.

Durante a conversa, o ex contou que estava solteiro novamente, relembrou assuntos em comum e os dois riram sobre eles. Ao sair do banheiro, Luís se despediu e voltou para onde estava. E foi assim que ele descobriu que tudo tinha passado.

No final da noite, o ex estava do lado de fora da boate, parecia estar esperando para saber com quem Luís voltaria para casa. Talvez ele tenha se surpreendido, Luís não ia voltar com nenhum cara aleatório. Luís estava comigo. A caminho de casa, rimos dos momentos divertidos da noite, lembramos de outras coisas e gargalhamos.

_É engraçado. Disse Luís
_O que?
_Como as coisas são. Há uns meses, eu nunca imaginaria que voltaria a sorrir assim, me divertir assim, que estaria tão animado com a minha vida.

Fiquei pensando sobre o que Luís disse e parei também para pensar sobre o amor e o quanto a gente sabe pouco sobre ele. Se tem algo que aprendi sobre o amor, com o Luís, é que quando a gente acha que perdeu, a gente acaba descobrindo um amor bem mais forte, capaz de nos fazer sorrir novamente.

Pode demorar um pouco, enquanto ele estica as raízes no solo quase sem vida, mas depois que ele brota, não há nada que possa destruí-lo. Sim, mais uma vez, estou falando sobre relacionamento, mas dessa vez é sobre o mais importante de todos, aquele que temos com nós mesmos, é sobre esse amor que estou falando.

Fim.

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