Entre sonhos e planos

Quando eu digo que te quero, não quero te afastar. Muitas das coisas que eu faço são pensadas, mas às vezes não me resta nada além de sentir.


Meu limite ficou pra trás há algum tempo e eu continuo avançando e a ideia do que pode me acontecer é vaga e assustadora. Parece que você não se afastou, é que você nunca esteve perto, era tudo meus planos e minha imaginação nos unindo do presente ao futuro.

Nessa vida breve, não fui eu quem inventou o tempo, mas eu o estou gastando com lamentação e pensando em como as coisas poderiam ser. E nós já nem somos os mesmos, discordamos e não nos entendemos.

Tudo parece ter sido tão rápido como a velocidade da luz e agora só nos restou uma vaga lembrança do que isso um dia já foi. Ainda confundimos isso com uma aventura que não merece luto.

Você aparenta tanta segurança como se soubesse como essa historia acaba, talvez saiba mesmo, talvez pra você acabe tudo bem porque nunca começou, mas eu ainda estou no meio disso tentando sobreviver aos meus impulsos e a melancolia nostálgica.

É melhor mesmo que agora tudo o que você possa me dar seja o silêncio ao invés de palavras sem consideração que iriam me assombrar por Deus sabe quanto tempo. Eu não me despeço porque não consigo e você vai porque que nunca esteve.

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Comentários

  1. "Parece que você não se afastou é que você nunca esteve perto era tudo meus planos e minha imaginação nos unindo do presente ao futuro."

    Bem sei como é isso. Mas a gente aprende a subsistir.
    Eu adoro esse gênero do desabafo, ainda mais quando o escritor consegue transparecer seus sentimentos no texto.
    É um prazer vir aqui.
    Abraço!

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