Depois de um dia de puro respiro, dando ao corpo a resposta às lamentações há tanto repetidas. Um dia quase de puro ócio, não fosse uma arrumação e limpeza improvisadas, apesar de há muito pedidas, no quintal.
Veio o segundo dia, estranho, pois sem a necessidade de estar em outro lugar, sem pressa, apenas estar. Com o passar das horas, o tom amarelo-dourado começa, aos poucos, a tomar conta da casa. Os sons de fora parecem silenciar, como que finalmente dando uma trégua há muito esperada, enquanto ecoam pelos cômodos a música e o som da panela de pressão.
O cheiro é um misto da comida com o da roupa lavada no varal. Os copos brindam com cerveja gelada. Há até tempo de se inspirar, de escrever. E tudo isso é felicidade pessoal e intransferível.
