Maratona do Oscar Parte 1: Boyhood

Quem me conhece sabe que sou cinéfilo de carteirinha, por sorte, a vida me presenteou com amigos também cinéfilos. Então resolvemos fazer uma maratona de alguns dos principais filmes indicados ao Oscar.


Para começar, aquele que parece ser o queridinho da mais prestigiada premiação da 7ª arte, “Boyhood - Da infância à juventude". Com seis indicações: Melhor filme, diretor (Richard Linklater), ator coadjuvante (Ethan Hawke), atriz coadjuvante (Patricia Arquette), roteiro original e edição, o longa conta a história do pequeno Mason (Ellar Coltrane).

Antes de mais nada, é preciso comentar sobre a "obsessão" do diretor com o tempo. Ele foi quem também dirigiu a trilogia romântica “Antes do amanhecer” (1995), “Antes do pôr-do-sol” (2004) e “Antes da meia-noite” (2013), onde você também vai encontrar o ator Ethan Hawke. E todo esse burburinho sobre Boyhood não é à toa, o filme legou 12 anos para ser concluído.

Isso porque o diretor reunia a mesma equipe uma vez por ano para fazer as imagens que resultaram no filme. É possível ver o protagonista crescer ao longo do filme, literalmente.
O filme conta a história de uma família, nas cenas vê-se a vida passar pelos olhos do menino Mason (Ellar Coltrane), que, de uma criança introspectiva de 6 anos, se torna um jovem de 18 anos. Ao longo de 12 anos, ele enfrenta os novos casamentos dos pais divorciados (mais uma vez Ethan Hawke e, agora, no papel feminino, Patricia Arquette), junto à irmã (Lorelei Linklater, filha do diretor).

Mais do que uma daquelas produções hollywoodianas que, com grandes acontecimentos, marcam a evolução evidente do tempo nos seus tantos ritos de passagem, como a formatura ou a perda da virgindade, a narrativa se desenrola a partir da vida cotidiana.

Como qualquer outro menino de sua idade, Mason joga videogame, folheia revistas de mulheres seminuas com os amigos e encara a longa fila para comprar um livro da série “Harry Potter” no dia do lançamento. Tudo isso entre as idas e vindas do pai, que parece demorar a entrar na vida adulta, e os vários relacionamentos da mãe.
Você já deve ter percebido porque é tão fácil se relacionar com o filme, não é mesmo?! E o diretor fez questão de deixar evidente as modinhas de cada "época". Na infância, a irmã de Manson canta uma música da Britney Spears, depois, já adolescente ela fala em ir a um show da Lady Gaga, além de outras inúmeras referências a música, filmes, política, tecnologia...

Vale muito a pena assistir a esse filme. Principalmente por perceber o cuidado que o diretor teve durante todo esse processo de filmagem. E a boa notícia é que ele já estreou no Brasil então corre pro cinema mais próximo.

Com algumas informações de O Globo
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