Eu voto em...

No primeiro turno, o candidato Eduardo Jorge fez uma declaração que me fez total sentido "Agora é a hora de votar com o coração" e foi com esse pensamento que votei na Luciana Genro. Ela foi, pra mim, a melhor descoberta dessas eleições. Concordo com seus posicionamentos e acho que eles representam a real mudança. 
Afinal, é difícil acreditar em mudança quando você ouve "vamos manter as mesmas ações do governo atual". Nesse segundo turno não voto só por mim. Eu, que trabalho há alguns anos e que nunca recebi nenhum benefício do governo, não acredito em meritocracia, não quando vivemos em um país com um histórico de negligência no mais alto nível para com seus cidadãos. 

Estudo em faculdade privada e pago a mensalidade com meu suor (como alguns dizem), moro em casa própria (adquirida com o suor do trabalho dos meus pais), meu pai é autônomo, minha mãe é professora, minha irmã estuda em universidade pública. Não recebemos nenhum auxílio do governo, e nem precisamos, graças a Deus. 

Mas eu não voto por quem reclama que "agora o povo só quer viver de bolsa família, não quer fazer uma unha, limpar um terreno pra ganhar dinheiro, enquanto isso eu trabalho pra sustentar esse povo". Também não voto em quem diz "empregada agora é artefato de luxo e só fala em direito". 

Eu voto em quem conseguiu entrar na universidade, em quem conseguiu terminar o ensino médio com curso técnico e foi para o mercado de trabalho, eu voto em quem foi aprender mais em outros países com o ciência sem fronteiras, eu voto em quem viu um médico pela primeira vez na vida (independente da nacionalidade dele). 

Tem muita coisa errada no Brasil, a corrupção é uma delas, mas enquanto acharem que só um presidente pode dar fim nisso estaremos estagnados. A luta para mudar o país, a luta para acabar com a corrupção começa com cada um de nós, brasileiros, que somos corruptos natos. 

Pare de estacionar na vaga para deficientes, pare de furar a fila, de comprar CD/DVD pirata, de baixar música de graça na internet, de fazer gato de energia, de infringir as leis de trânsito "porque não tem ninguém olhando"... Ai, e só depois de começarmos a ser mais coerentes, a gente conversa sobre mudar o Brasil, até lá, nenhum dos candidatos concorrentes é bom o suficiente e sinceramente, eles, nós... somos todos farinha do mesmo saco.

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