Posso sentar? (#Teresina159anos - parte 1)

O dia começa cedo para Pedro que tem 25 anos e mora no Dirceu, todo dia ele acorda as cinco da manhã e faz cooper na avenida das hortas logo em seguida banho, café da manhã e ir para a estação de metrô. Seus olhos estão distraídos observando a moça sentada algumas cadeiras adiante e ele não nota o metrô chegando na estação, uma coisa quase impossível de não ser notada, todos começam a amontoar-se no metro lotado. A moça consegue um lugar, ele não, mas fica em pé próximo a ela, ainda observando. Algumas estações depois e o banco ao lado dela está vago, ela olha para ele que sem jeito olha para os próprios pés, quando toma coragem para olhar novamente o lugar está ocupado. O dia se passa e o pensamento de Pedro não sai daquele vagão. Um outro dia nasce na capital e a rotina de Pedro começa novamente, quando o metrô chega Pedro segue a moça com o olhar, entra no mesmo vagão, é agora ou nunca, um lugar vago ao lado dela, ele se aproxima:


_Posso sentar?
_Que?! _ A moça estava com fones de ouvido, Pedro ignora a pergunta e se senta ao seu lado.
_O que você está ouvindo? _ Pergunta sorrindo e a moça lhe entrega um dos fones de ouvido e a música tocando é "amorlâmpagos" da banda Validuaté.

Durante todo o percurso conversa sorrisos e música. O nome dela é Teresa, Pedro acha que é o nome mais bonito do mundo. Chega a estação Frei Serafim e Teresa desce, ele fica até a estação Alberto Silva. No dia seguinte Pedro havia dormido demais e se atrasado. Teresa estava com um lugar vago ao seu lado então pôs sua bolsa no assento para guarda-lo para Pedro.

_Posso sentar? _Alguém pergunta.
_Estou guardando para alguém.

Pedro entra correndo no vagão, sorrindo para Teresa, que retribui o sorriso. Chegando na estação Frei Serafim Teresa desce, depois de alguns segundos, Teresa retorna ao vagão e Pedro se levanta do acento sem saber o que está acontecendo, Teresa beija-o e sai do vagão, deixando Pedro sorrindo, comemorando Pedro olha em volta e todos do vagão estão olhando pra ele, ele se atrapalha e senta em cima da senhora que estava ao lado do seu assento, se recompõe e sentando dessa vez no assento certo só consegue pensar em uma coisa “o amor é feito de relâmpagos...”.


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