Quase prostituição

Ela saiu da festa sozinha. Sua cabeça cheia de pensamentos, cheia de ultimatos, cheia de decisões.


Primeiro: não tinha mais amigos, as pessoas são egoístas demais para serem amigas umas das outras, são apenas quando lhes convém. 

Segundo: nunca mais se insinuaria para homem nenhum. Quando se pergunta a um homem se ele te quer ele pode responder que sim, mas também pode responder que não e assim te fazer menos bonita, menos atraente, te humilhar. 

Mas quem precisa de homens? Ela não, desse jeito não. A partir daquela noite todo homem com quem ela se deitasse lhe daria alguma coisa em troca. Seguiu caminhando na direção em que escolhera para uma nova vida. 

Seria Feliz? Não. Seria infeliz? O que mais havia para se perder? Talvez seu destino pudesse ter mudado completamente aquela noite se houvesse um príncipe encantado para lhe salvar, mas a vida não era um conto de fadas. 

Na rua somente ela e algumas vadias, seu futuro adjetivo, alguns velhos com muito dinheiro e nenhuma pessoa interessada em lhes fazer companhia. Perguntou-se várias vezes, estou passando fome? Estou sem saída?! 

Queria vender-se, estipular um valor, sentir-se invejada por outras e querida pelos velhos carentes. Se ao menos ela tivesse coragem, não. Caminhou até sua casa para pôr os pensamentos em ordem e viu que não seria capaz de ir em frente. 

De uma coisa sabia, a partir do dia que nasce agora, ela seria livre, seria autossuficiente e nunca mais precisaria de uma amiga ou de um homem desde que tivesse a si mesma.

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