De Filho pra Pai.

Eu tenho minha cota de erros como filho, como ser humano, como amigo. Eu não quero desrespeitar, então me respeite. Meu pai e eu nunca tivemos um relacionamento, pelo menos desde que eu me lembre, se tivemos algum relacionamento até o dia de hoje não foi um dos melhores. Meu pai exige muito das pessoas e não cumpre as próprias exigências, eu não me importo com o que ele acha que eu devo ser, nossas brigas são sempre as mesmas.
Apesar disso sempre soube ver as qualidades dele como pessoa. Ele quase sempre foi bom para minha mãe e para minha irmã e sempre cumpriu as “obrigações” de pai para comigo. Um acontecimento no meio de tudo mudou isso, é difícil, mas você não para de amar as pessoas por mais que elas te magoem e Deus sabe como eu tentei parar, tentei odiar. Um dia eu desisti, um dia eu ouvi em meio a uma discussão palavras que nunca vão ter volta, palavras que eu nunca vou esquecer e ali ele deixou simplesmente de existir. Passado algum tempo e eu baixei a guarda novamente e deixei uma zona de segurança, uma faixa de Gaza entre nós. Eu cansei de brigar, brigar por coisas que eu nunca vou conquistar.
Sinceramente não desejo nada além de coisas boas, mas também desejo pra mim, e um dia eu vou ser pai e talvez entenda ou talvez o meu filho me faça entender. Tenho gratidão pelas coisas boas e espero retribuir de alguma forma, trabalho constantemente em perdoar as coisas ruins e talvez não exista um meio de esquecê-las e talvez aja um motivo pra isso.

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